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Banco de Tecido





O Banco de Tecido está funcionando em fase experimental em Londrina. Mesmo que você não tenha dinheiro, pode virar correntista.

Banco de tecido!? Oi?!

É sobre transformar o que era sobra, inutilidade ou até estorvo, em moeda. E é sobre economia circular, consumo responsável e impacto ambiental.

Se você tem tecidos que não sabe como usar, pode depositar no banco e trocar por outros. Para fazer roupa, toalha, artesanato...o que quiser.

O público alvo inclui artesãos, costureiras, estilistas, confecções e qualquer um que tenha um corte de tecido atrapalhando na gaveta.

“Não temos restrição quanto ao tipo, nem quantidade de tecido. Pode ser um rolo inteiro ou só um retalho. Vamos supor que sou uma estilista, tenho sobra dos tecidos da coleção e levo pro banco. Esse material vai ser avaliado e pesado. 70% do que você depositou se transforma em crédito para a troca por outro tecido. 30% ficam para o estoque da empresa”, explica Pollyana Boberg que é a gestora em Londrina, junto com a sócia Luciana Schul.

Quem não quer trocar e sim comprar, paga por peso. Qualquer tecido – pode ser seda ou chita -, custa R$55 o quilo. Além do preço, outro atrativo é a variedade do acervo que inclui tecidos antigos que não estão mais à venda nas lojas.

Esse modelo de negócio é uma das soluções para um grande problema.

Toneladas de tecidos são descartadas no mundo por erros de produção, sobras ou estoques indesejados. A maior parte é de fibra sintética que demora anos para se decompor e vai parar nos já entupidos aterros sanitários.

Por isso, dar nova vida a um tecido que está pronto e iria para o lixo, ajuda a melhorar o mundo nem que seja um pouquinho. Reduz a poluição provocada pelos corantes, economiza água e energia, gera renda...

O alvo principal são as pequenas e médias confecções que assim podem encontrar uma maneira inteligente de destinar os resíduos. A idealizadora do negócio é a cenógrafa e figurinista Lu Bueno, de São Paulo. Ela teve a ideia quando se deu conta do estoque de 800 quilos de tecidos acumulados em 20 anos de trabalho.

Hoje além da capital paulista, o banco funciona em Porto Alegre e Curitiba.

A fase experimental da unidade de Londrina começou em maio deste ano. As sócias vêm participando de feiras para conquistar correntistas, compradores e estoque. Recentemente fecharam parceria com a Loja Ciranda para ter um ponto fixo ao menos uma vez por mês.

“Dependendo da adesão dos londrinenses, o banco pode vir a ganhar um espaço próprio, junto com ateliê de costura”, diz Pollyana.


O que? Banco de Tecido

Para que? Dar novo uso a tecidos sem uso ou que seriam jogados no lixo.

Para quem? Qualquer um que quiser trocar tecidos ou comprar por R$55 reais o quilo.

Onde? Loja Ciranda (rua Hugo Cabral, 656, Centro, Londrina)

Quando? Sempre no segundo sábado do mês.



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